Só existem duas maneiras de se criar mudanças
verdadeiras na vida das pessoas. Uma delas é pela força, impondo
leis e reprimindo caso elas não sejam seguidas. Porém a história
mostra que a mudança pela dor não é duradoura ou real. Ela esfria
e é esquecida rapidamente. A outra maneira é a mudança pelo
exemplo, e essa, caros leitores, é capaz de sobreviver ao tempo.
Agir conforme as leis e as regras de conduta que nós
mesmos criamos é a única forma de fazer com que as pessoas também
as sigam. O tradicional “faça o que eu digo, não faça o que eu
faço” não funciona nem nunca funcionou.
E o primeiro exemplo que temos na vida são nossos pais.
Metade do que somos é baseado no que aprendemos simplesmente olhando
nossos pais, logo, 50% do que nossos filhos serão é culpa nossa.
Estaríamos nós, imperfeitos, capazes de lidar com tamanha
responsabilidade?
Ser exemplo parece uma coisa bastante simples no papel.
Ser o espelho das próprias exigências. Simples não? Na verdade, é
muito complexo!
Primeiro, como saber se nossas exigências com nós
mesmos e com nossos filhos estão corretas? Em que devemos nos
basear? Nas leis? Nos padrões da sociedade? Todos eles são falhos,
imperfeitos e absurdos.
Imagine educar uma criança dizendo que ela deve ter um
corpo escultural, fazer de tudo para ser bonita ou caso contrário
nunca será aceita pelas pessoas. Absurdo não? O pior é que tem
gente que faz isso. As crianças de hoje acreditam que seus atos não
tem consequências, que podem fazer tudo o que querem, que algumas
pessoas não são importantes e não devem ser consideradas ou
aceitas, crianças repletas de vícios nocivos... Essas coisas são
implantadas em casa. Muitos culpam a rua, mas a verdade é que a
formação moral, os conceitos de certo e errado vem todos de casa e
são apenas reforçados ou não pela sociedade. Se o seu filho tiver
mais confiança ou admiração por alguém da rua, com certeza ele
vai levar para sua vida o que aprendeu na rua, mas a responsabilidade
é apenas sua.
“Se você não der amor para seu filho, um drogado vai
dar” (Anjos de Resgate). Para que seu filho confie mais em você do
que em alguém do mundo, você deve conquistar essa confiança. De
atenção ao seu filho, participe de vida dele, de amor, compreensão
e disciplina. E principalmente, seja exemplo, faça com que ele veja
em você a pessoa que ele quer ser.
Novamente voltamos ao termo exemplo. Mas em que exemplo
devo me basear?
Existiu a muito tempo um homem que, você acredite nele
ou não, inspirou e inspira até hoje pessoas de todo o mundo, Jesus!
O modo como esse homem viveu é sem dúvidas o melhor exemplo que
podemos levar para nossas vidas. Uma vida dirigida pelo amor, um amor
puro e incondicional!
Um bom exemplo é capaz de mudar as pessoas, e esse amor
que vem de Deus é capaz de mudar o mundo.
Imagine um mundo repleto de crianças completamente
orgulhosas de seus pais. Imagine os pais que essas crianças serão.
Imagine um mundo habitado pelos filhos dessas crianças.
Deixar que seu filho veja você agindo de maneira
diferente daquela que você deseja que ele viva ira decepcioná-lo de
maneira devastadora. E recuperar a confiança dessa criança é quase
impossível.
Por fim, retifico o título desse, a mudança não
começa dentro de nossas casas, ela começa dentro de nós mesmos! Se
formos corretos, nossos filhos serão. Se formos honestos, bons,
fiéis... Eles o serão!
Inspirado
na palestra do Pr. Winston Lages no aniversário da Comunidade Viva
em Manaus.
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